
A manutenção de grama sintética tem três frentes: tirar a sujeira, escovar o fio para ele ficar em pé e, no gramado de campo, redistribuir e repor o infill. A decorativa se limpa com água e sabão neutro; a de campo pede vassourão ou máquina rotativa e, de tempos em tempos, manutenção profissional. Ácido, óleo, cera, chiclete e cigarro estragam qualquer uma.
A manutenção de grama sintética dá menos trabalho que a de um gramado natural: não tem corte, adubo nem rega para crescer. Mas dá algum trabalho, e é ele que decide se o campo chega ao quinto ano com o fio em pé ou com a base aparecendo. Este guia separa o que muda entre a grama decorativa e a de campo, e mostra o que fazer, o que evitar e quando chamar quem entende.
Neste guia · 6 seções
1. O que a manutenção de grama sintética precisa resolver
Quatro coisas acontecem com qualquer gramado sintético em uso. O fio deita com o pisoteio e perde o toque de bola. O enchimento entre os fios, o infill, migra para as bordas e para fora do campo, e acumula onde se joga menos. A sujeira orgânica (folha, terra, resto de comida) entra no meio dos fios e endurece. E as emendas e as linhas coladas sofrem com o sol e com a chuteira.
A rotina de cuidado existe para segurar essas quatro coisas. Ninguém vai deixar o campo novo para sempre, mas dá para manter o comportamento que ele tinha no dia da entrega por muito mais tempo.
2. Grama decorativa: água, sabão neutro e vassoura
A grama de jardim, varanda, parede verde e playground é a mais fácil de manter. Segundo a página de produto da Recoma, ela se limpa com água e sabão neutro. O texto antigo do blog da empresa detalha o jeito: um pano úmido com água e detergente neutro tira a sujeira sem danificar o fio, e uma vassoura de cerdas firmes, passada contra o sentido do fio, devolve o volume.
O mesmo texto lista o que não usar: ácido, óleo, cera e produto abrasivo, mesmo para mancha difícil. Eles atacam o fio e a cobertura de látex que prende os tufos na manta. Em área com criança ou animal, o enxágue com bastante água depois do sabão evita resíduo na superfície.
3. Grama de campo: a rotina de quem cuida
No campo de futebol, de society ou de outra modalidade, a manutenção ganha uma camada a mais: o infill. A tabela junta as tarefas que o acervo da Recoma descreve, na ordem em que costumam entrar na semana.
| Tarefa | Para que serve | Como se faz |
|---|---|---|
| Tirar folhas e lixo | Evita que matéria orgânica apodreça entre os fios e entupa a drenagem | Soprador, rastelo de plástico ou à mão, antes de escovar |
| Escovar o fio | Levanta o fio deitado e solta o infill compactado | Vassourão ou máquina rotativa, como recomenda o texto antigo do blog |
| Redistribuir o infill | Devolve o enchimento às áreas mais pisadas | Escova ou máquina, puxando das bordas para a pequena área, a marca do pênalti e o meio de campo |
| Repor o infill | Recupera o amortecimento e a altura de fio exposto | Espalhamento uniforme e compactação com equipamento mecanizado |
| Conferir emendas e linhas | Evita que uma emenda solta vire buraco ou tropeço | Inspeção a pé; reparo com adesivo e manta próprios |
| Limpar canaletas e ralos | Mantém o campo seco depois da chuva | Retirada do infill e da terra acumulados nas bordas |
O texto antigo do blog recomendava varrer o gramado com vassourão toda semana. De quanto em quanto tempo escovar, redistribuir e repor o infill em cada sistema e para cada carga de uso: intervalo por sistema · a confirmar (Q6)
O tipo de infill muda o cuidado. Areia, borracha SBR, EPDM, TPE e material orgânico têm pesos e comportamentos diferentes, e o guia de shock pad, infill e altura do fio explica cada um.
4. O que nunca fazer na grama sintética
A maior parte do estrago vem de hábito, e não do jogo. O texto antigo do blog da Recoma já pedia para não jogar chiclete, resto de comida nem bituca de cigarro no gramado, porque tudo isso gruda no fio, prende o infill e atrapalha quem joga.
- Fogo e calor concentrado. Cigarro, churrasqueira e fogos de artifício derretem o fio no ponto de contato, e a marca não sai.
- Produto agressivo. Ácido, solvente, óleo e cera atacam o fio e a base.
- Peso parado. Palco, tenda ou veículo sobre o campo sem proteção amassam o fio e deslocam o infill.
- Calçado errado. Salto fino e trava de metal cortam o fio; use o calçado que a modalidade prevê.
Mancha de chiclete sai melhor com o chiclete endurecido por gelo e raspado com espátula de plástico, sem produto químico.
5. Quando chamar a manutenção profissional
A rotina da semana segura o campo, mas não resolve tudo. O próprio blog da empresa já dizia que os cuidados do dia a dia podem não bastar e que o gramado de campo precisa também de manutenção profissional. Na prática, alguns sinais dizem que chegou a hora:
- O fio não levanta mais com a escova e o campo ficou liso, com a bola correndo diferente em cada ponto.
- A base aparece na pequena área ou no meio de campo, sinal de que o infill acabou ali.
- O campo endureceu. Infill compactado perde o amortecimento, e a queda passa a doer mais.
- A água empoça depois da chuva, o que aponta drenagem entupida ou base cedendo.
- Há emenda aberta ou linha descolando.
Máquina de descompactação, reposição de infill em volume e reparo de emenda pedem equipamento e mão de obra treinada. Campo com certificado FIFA Quality ou Quality Pro tem ainda o reensaio periódico, que só vale se a manutenção estiver em dia; o guia sobre como escolher uma grama sintética esportiva de qualidade explica o programa de certificação.
6. Calor, chuva e uso intenso
O sol forte esquenta o fio e o infill mais do que esquenta a grama natural. Em região quente, a irrigação de resfriamento antes do jogo e a escolha do horário fazem diferença para quem joga. O guia que compara gramado natural e sintético mostra esse ponto em detalhe.
A chuva cobra da drenagem. Se a água não escoa pela manta e pela base, o infill flutua e vai embora pelas bordas. Canaleta limpa é manutenção tanto quanto escovar o fio, e o guia de alambrados, iluminação, drenagem e irrigação trata dessa infraestrutura.
Uso intenso acelera tudo. Campo de aluguel com jogo toda noite precisa da rotina mais apertada que um campo de escola. Para conhecer os sistemas de grama de campo que a Recoma instala, veja a página de gramados esportivos.
Perguntas frequentes
Como limpar grama sintética?
Tire folhas e lixo, escove o fio contra o sentido em que ele deita e, na decorativa, use água com sabão neutro. Segundo a página de produto da Recoma, água e sabão neutro bastam para a grama decorativa; ácido, óleo, cera e abrasivo ficam de fora.
De quanto em quanto tempo escovar a grama sintética de campo?
O texto antigo do blog da Recoma recomendava varrer com vassourão toda semana. O intervalo certo muda com o sistema e as horas de uso: intervalo por sistema · a confirmar (Q6).
Precisa repor o infill da grama sintética?
Sim. O infill sai do campo com a chuva, com o calçado e com o uso, e é ele que dá o amortecimento. A reposição pede espalhamento uniforme e compactação com equipamento mecanizado.
Como tirar chiclete da grama sintética?
Endureça o chiclete com gelo e raspe com espátula de plástico. Evite solvente e produto químico, que atacam o fio e a base.
Vai orçar um campo? Fale com a engenharia
Diga o tamanho, o uso e se a base já existe. A equipe técnica indica a grama e responde com a proposta.
Nome, cargo e foto de quem assina: a confirmar (Q2)
Referências
- Recoma. Página de gramados esportivos (grama sintética esportiva e decorativa), lida em 21 out 2026.
- Recoma. Texto do blog "Saiba como cuidar da grama sintética", publicado em 20 jan 2023.
- Recoma. Texto do blog sobre a participação na CONFUT Sudamericana 2025, publicado em 12 ago 2025 (projetos marcantes).
- Recoma. Texto do blog sobre alambrados, iluminação, drenagem e irrigação de gramados sintéticos, publicado em 25 fev 2021.
- FIFA. FIFA Quality Programme for Football Turf: Handbook of Requirements. Edição vigente a conferir antes de publicar.